Um dia, estava um leão
a dormir, quando um pequenino rato se pôs a correr por cima do seu corpo. O
leão acordou, apanhou-o e, zangado, estava já disposto a devorá-lo. Mas o
ratinho, amedrontado, suplicou-lhe que o soltasse, dizendo-lhe que, se lhe
poupasse a vida, saberia agradecer-lhe, e, quem sabe, ate salvar-lhe a vida.
O leão, ao vê-lo tão pequenino e
frágil, riu-se dele e pensou: “como pode este animalzinho tão pequenino
agradecer-me e salvar-me a vida? mesmo assim, vou soltá-lo. É tão pequeno.”. E
resolveu mesmo poupá-lo e deixá-lo ir.
Pouco tempo depois, o leão, distraído,
caiu numa armadilha que uns caçadores de leões tinham montado. Nisto viu-se
enfiado numa grande rede e atado a uma árvore com uma corda muito grossa.
Começou a gemer, mas ninguém o salvava. Já sabia que, quando chegasse a manha,
os caçadores viriam capturá-lo.
Ao longe, o rato ouviu uns gemidos.
Pareciam de um leão. Correu a ver o que se passava. Logo reconheceu que era o
leão que lhe tinha poupado a vida. Correu velozmente para ele, roeu a corda e
libertou-o.
O leão ficou muito surpreendido: afinal
era aquele rato pequenino o único que lhe conseguiu salvar a vida. E ficou-lhe
muito agradecido.
Então o rato disse: “Não há muito tempo
que te riste de mim e não esperavas qualquer agradecimento da minha parte. Mas
agora ficas a saber que, entre os mais pequeninos e fracos, também há muita
coisa boa para dar aos mais fortes”.
“Tens razão!” – disse o leão “Ainda bem
que não te comi. Deste-me uma grande lição, amigo. Obrigado. Afinal, todos
podemos ser amigos”.
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