Um pouco de sua trajetória:
Apaixonada pela
viola, a sertaneja tem orgulho em defender a cultura caipira e cita como
referência grandes mestres do segmento, como Tonico & Tinoco, Tião Carreiro
& Pardinho, Milionário & José Rico, Belmonte & Amaraí, Inezita
Barroso, Renato Teixeira, Almir Sater e Suzamar.
Eclética e apreciadora da boa
música, acima de tudo, não deixa de ouvir música caipira, folk, pop e
romântico. Com todos esses ingredientes presentes em sua trajetória, Adriana
Farias vive o melhor momento de sua carreira, alçando voos ainda mais altos com
o lançamento do álbum “Beleza Rústica”, que traz dez faixas, sendo oito
inéditas e duas regravações. A primeira escolhida para trabalho é “Águas da
Serra”, uma canção com “cheiro de mato” que mostra outra faceta importante da
artista: o dom de compor.
A faixa ganhou um videoclipe, já em fase de
produção, outra novidade para os fãs nesta nova fase da artista. Adriana assina
outras letras do CD, mostrando versatilidade também como compositora. “Pagodão
Bruto” é um daqueles pagodes tradicionais, com letra forte e interpretação
vigorosa, além da batida única da violeira. Em “Canto e Danço Catira”,
Adriana
resgata uma das vertentes mais importantes do cancioneiro sertanejo.

A cantora
mostra o lado romântico na belíssima “Ainda Amo Você” (Adriana
Farias/Cavallini)”, uma declaração de amor em forma de canção. Já “Vai Saudade”
(Adriana Farias), uma deliciosa mistura de viola caipira, violão e violino, com
pegada country, fala das mazelas de um amor não correspondido. “Derramado e Sem
Freio”, mais uma autoral, é outra que tem como tema o coração e suas
armadilhas.
Não poderiam faltar duas releituras bem especiais para Adriana
Farias. Ela escolheu “Paixão Selvagem” (Josué Aparecido Teixeira/João Benedito
Urbano) e “Canarinho do Peito Amarelo” (Tomas Mendez/ versão: Miltinho
Rodrigues). A última, inclusive, marca o início dessa nova fase da artista,
pois foi primeira canção interpretada por Adriana Farias na carreira solo, após
17 anos como vocalista e violeira da banda “Barra da Saia”.
A apresentação
aconteceu no “Viola, Minha Viola”, comandado pela saudosa Inezita Barroso.
O
álbum ainda traz mais duas inéditas: “Era Eu que Ia Dizer” (Renata Fausti/Raíza
Oliveira) e outra pérola assinada por Adriana Farias, a envolvente “Julieta e
Romeu”, que traz a influência dos chamamés e polcas paraguaias. “Beleza
Rústica” chega com a proposta de ser um elo entre o tradicional e o moderno, um
projeto concebido com um cuidado essencial em matéria de sonoridade, pautado
pelo bom gosto e singeleza das letras e arranjos.
Aposta que só poderia ser
elaborada por Adriana Farias, uma cantora e musicista que faz questão de
inovar, adotando um estilo único, porém sem deixar de lado as raízes que tanto
inspiram sua trajetória.





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