Escrito
por Hever Costa Lima
Zanc apresenta no show músicas próprias e
releitura de clássicos do cancioneiro regional.
Zanc
apresenta no show músicas próprias e releitura de clássicos do cancioneiro
regional. (Foto:Adriano Rosa)
O cantor e
compositor Rodrigo Zanc fecha nesta sexta-feira, 29, o projeto ‘Com a Corda
Toda’ que se dedicou durante o mês de agosto a apresentar músicos ligados a
viola. Com o show ‘Fruto da Lida’, mesmo nome do mais recente CD, Zanc promete
um repertório pautado por canções próprias, canções de compositores que
conheceu em festivais, além de clássicos do cancioneiro regional.
Zanc leva ao
palco do Sesc São Carlos, às 20 horas, um repertório calcado nos dois CDs da
carreira, que este ano completa formalmente oito anos. São músicas do
‘Pendenga’, lançado em 2006 e ‘Fruto da Lida’, lançado este ano, além da
releitura de ‘Tristeza do Jeca’, que ele identifica ser um exemplo de canção
que transita entre o rural e o urbano e reafirma sua identidade musical,
paixão, e comprometimento com a cultura brasileira.
O músico
falou com o Primeira Página e fez um apanhado da carreira, das influências e do
que vai apresentar ao público. Todos os
trabalhos de Zanc foram feitos de forma independentes. O começo da carreira
teve como marco uma ligação da produção do programa ‘Caminhos da Roça’, da Eptv, depois que ele
deixou de forma descompromissada, um CD com quatro músicas próprias, gravadas
com voz e violão, na portaria da emissora de televisão em São Carlos. “Três
dias depois me chamaram para participar do programa, foi uma grata surpresa”,
contou.
Zanc acabou
participando na sequência por seis anos consecutivos do festival ‘Viola de
Todos os Cantos’ da mesma emissora e chegou a ganhar dois prêmios com a música
‘Viola Enfeitiçada’ e como melhor interprete.
O músico,
que refuta a classificação de violeiro, disse que nesse trajeto a viola acabou
sendo um instrumento de sua lida. Ela veio com a música do Almir Sater (músico
mato-grossense) que o fez perceber a beleza do instrumento. Mas, um olhar mais
atento ao passado, Zanc disse que a paixão pela canção caipira chegou através
do avô Juca (José Teixeira), “que foi um exímio violeiro e me mostrou o caminho
da música”.
Em seu
segundo álbum, Zanc diz ter se aproximado mais da MPB do que da moda caipira.
“Trago o chapéu, a viola, mas se colocarmos a MPB e a Moda de Viola em uma
régua, minhas composições tendem mais para a música popular brasileira. As
harmonias e arranjos a colocação da voz estão neste sentido, mas a viola está
sempre presente”, relatou.
Ele disse
que esse caminho foi vislumbrado lá atrás quando conheceu a música de Almir
Sater. “A viola que me tocou mesmo foi do Almir. Ali vislumbrei esse meio do
caminho entre as músicas caipira e a MPB”.
No show,
Zanc traz a viola e conta ainda com o baixo de Ricieri Nascimento, o acordeom
de Thadeu Romano, violão e guitarra de Júnior Bitencourt, a bateria de Bruno
Bernini e o violão do filho, Rodrigo Zanin.
Serviço
Show: de
Rodrigo Zanc e banda
Data:29 de
agosto,
Hora: 20h
Local: Sesc
São Carlos Avenida Comendador Alfredo Maffei, 700; Jardim Gibertoni
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