Numa pequena aldeia, havia uma pequena casa. Nesta casa morava uma
velhinha. Ela criava uma galinha e um coelho. A galinha tinha seu ninho embaixo
da escada e lá botava seus ovos. O coelho vivia solto pelo gramado que
circundava a casa. A galinha cacarejava toda vez que botava um ovo, e a
velhinha corria para recolher o ovo que a galinha botava e a alimentava com boa
comida. A velhinha gostava muito da carijó, que tinha a crista vermelha, as
patinhas amarelas e as penas coloridas.. Gostava também do coelho, que tinha o
lábio partido, as orelhas bem grandes e o pelo branco bem fofinho. Certo dia, a
velhinha escuta a galinha cacarejando tão alto e tão feliz: -- Botei, botei,
botei! Até o coelho assustou-se e ficou com as orelhas em pé. A velhinha desceu
bem rápido os degraus da escada, abaixou-se e viu no ninho um ovo bem grande,
com manchas multicoloridas. Era tão lindo que ela não cansou de admirá-lo. Com
muito cuidado pegou-o e levou-o para a cozinha. Ficou pensando o que faria com
ele. Não podia come-lo, pois era muito bonito e também não podia deixa-lo como
enfeite, pois poderia cair e quebrar-se. O coelho que estava ao seu lado,
disse-lhe: --E se der de presente para uma criança? A Páscoa está chegando e
com certeza quem recebe-lo ficará muito feliz. A idéia é boa, respondeu a
velhinha, porém para qual criança? Eu conheço tantas. Ela pensou um pouco e
exclamou: --Já sei, vou juntar muitos ovos da galinha carijó e depois de
pintá-los vou presentear todas as crianças. Saltitando e feliz, o coelho dizia:
-- Eu também vou ajudar a pintar. Assim dito, assim feito. A galinha carijó
botou muitos ovos. A velhinha recolheu-os numa cesta de vime e junto com o
coelho branquinho, pintou-os. Ficaram tão bonitos. Multicoloridos. Vermelhos,
verdes, azuis, amarelos, roxos. Alguns listrados., outros com bolinhas e até
com flores. No domingo de Páscoa, a velhinha os colocou numa bela cesta e o coelho
branquinho distribuiu-os para todas as crianças da aldeia.
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